quinta-feira, julho 07, 2011

Umbanda, Umbanda...



Por Fernando Sepe

Dos braços da Piedade
a Umbanda nasceu
E nas palavras de
Pai Antonio se anunciou.
Amor e caridade o
povo finalmente entendeu,
Quando o amigo
Sete Encruzilhadas se manifestou.


Não mais o negro será afastado,
Nem o índio proibido de seu recado dar.
O baiano virará a noite
dançando abraçado
Enquanto a Moça sorri a bailar.


Com os mais evoluídos aprenderemos
E suas palavras serão bálsamos
para a dor,
Aos menos evoluídos ensinaremos
Mas a nenhum renegaremos amor.


Umbanda, Umbanda...
Menina dos olhos de Oxalá!
Umbanda, Umbanda...
Filha querida da Pietá!


Em solo brasileiro, nasceu a filha dileta dos Orixás, a Umbanda.
Hoje muitos a conhecem, ela se espalhou, cresceu, multiplicou-se...
A mensagem dos caboclos e pretos-velhos se expandiu, chegando ao coração daqueles que silenciosamente se sentaram para ouvir suas histórias. Pontos cantados ressoam por todos os lados e as velas colorem o brilho da noite, nos simples e aconchegantes terreiros espalhados pelo Brasil a fora...
Mas poucos são aqueles que conhecem a real história da Umbanda. Poucos entendem ou viram o desabrochar dessa linda flor... Talvez, não porque nunca se interessaram, mas sim, apenas pela singela forma como a Umbanda floresceu.


As grandes almas desse mundo passaram e passarão no anonimato. Sem alardes, sem fama, sem multidões a segui-los. Homens e mulheres, que silenciosamente trabalharam por uma vida inteira, levando o estandarte da espiritualidade e do divino dentro do peito, semeando e espalhando valores elevados de consciência.
Rostos que se misturaram na multidão, mas que por onde passaram foram luz na vida do semelhante. Filhos do altíssimo, bondosos como a primavera, sempre fazendo e levando o bem aos quatros cantos desse Universo. Pessoas despertas para o Espírito Crístico...


O nascedouro da Umbanda se mescla com essas grandes almas. Algumas vivendo do lado invisível da vida, outras, trabalhando na matéria, mas todas, congregadas na luz de Oxalá. É delas a Umbanda, a Umbanda foi feita por elas.


Essas almas que nunca cobraram por caridade, nem mesmo esperaram receber algo, mas que sempre sorrirão de contentamento íntimo ao poder ajudar e esclarecer um pouco o próximo. Esses pequenos gigantes de espírito, a lutar contra a intolerância e o preconceito. Esses simples “cavalos”, que a ninguém renega, mas a todos dão oportunidade de se manifestarem. Esse lindo exército de “Zés”, “Antônios”, “Joãos” e “Marias”...


A Umbanda foi feita assim.
A Umbanda é assim!


Esses amados caboclos e pretos-velhos, esses amados “paizinhos” e “mãezinhas”, sempre a levarem para frente o sonho da Umbanda, são como as flores de inverno, flores raras. Brotam solitárias no frio dos tempos, tornam-se forte com as tormentas. Nem todos as vêem, poucos as conhecem, mas existe algo nelas. Uma Presença, uma Benção, uma Luz...


Muitas foram as mãos semeadoras
Que ajudaram a Umbanda florescer,
Mas a história do menino Zélio é encantadora
Todos deveriam conhecer!


Não por ego, não por idolatria, mas por respeito,
Àquele que na Umbanda foi o primeiro.
E junto do “Chefe” abriu o caminho estreito,
Por onde outros passariam,
muitas vezes esquecendo o pioneiro...


Por isso, a ele esse texto é dedicado
Assim como toda essa poesia juvenil.
Uma forma de dizer muito obrigado
Por seu trabalho tão pueril!


Umbanda, Umbanda...
Menina dos olhos de Oxalá!
Umbanda, Umbanda...
Filha querida da Pietá!


* Texto dedicado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas e a seu médium, Zélio Fernandino de Moraes, espíritos bondosos e amorosos, flores raras e silenciosas, a quem a humanidade tanto deve...

PS: Queria deixar aqui meu agradecimento e manifestar minha alegria de poder ter participado, junto do meu amigo Alexandre Cumino, da festa de Pai Antônio, dia 17 de Junho de 2006, na Tenda dirigida por Zilméia de Moraes da Cunha e sua filha Lygia Cunha (Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e Cabana de Pai Antônio), respectivamente filha e neta de Zélio de Moraes. Sem dúvida uma experiência muito bela e marcante. Foi lá, que, observando os trabalhos, tive essas idéias que aqui escrevi. Enquanto via os pretos-velhos trabalhando, pensava o quão silencioso era aquele trabalho, como era simples e discreto. Mas sabia, por intuição, que todas aquelas palavras de sabedoria, todo aquele sentimento amoroso e pensamento virtuoso vibrado durante a sessão, não apenas abençoariam as pessoas presentes, mas também, viajariam nas ondas de compaixão dos Orixás e abençoariam a humanidade toda. A todo esse povo de Aruanda, que trabalha, trabalha e trabalha incansavelmente nos “bastidores espirituais”, o nosso respeitoso muito obrigado!

Fonte: Blog Jornal Umbanda Sagrada

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Cães, anjos sem asas!

“Existem pessoas que não gostam de cães… Estas com certeza, nunca tiveram em sua vida Um Amigo de quatro patas, ou se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo, que vem ao mundo ensinar Amor! Quem mais pode dar Amor incondicional? Amizade sem pedir nada em troca? Afeição sem esperar retorno?

Proteção sem ganhar nada? Fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah! não me venham com essa de que os Pais fazem isso, porque os Pais são humanos e quando os agredimos ficam irritados e se afastam…

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride; ele retorna cabisbaixo,pedindo desculpas por algo que não fez. Lambe suas mãos, a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.

Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas!) e se dedicam aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

As vezes, um humano veste a capa de anjo e sai pelas ruas a resgatar anjos abandonados à própria sorte e lhes cura as feridas alimenta, abriga, só para ter a sensação de haver ajudado um anjo…

Visite: mensagens, papel de parede, filmes, vídeos

DEUS quando nos fez humanos, sabia que precisaríamos de guardiões materiais que nos tirasse do corpo, as aflições dos sentidos e nos permitissem sobreviver, a cada dia com quase nada, além do olhar e da lambida de um cão!

Que bom seria, se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de Um Cão!!!


D.A.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

ODE À PAZ

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!

Natália Correia, in “Inéditos (1985/1990)

quarta-feira, novembro 03, 2010

APRENDI

Aprendi que é importante deixar certas coisas irem embora.

Soltar, desprender-se.

Que precisamos entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Aprendi a não esperar nada de ninguém, a não esperar ser reconhecida pelo esforço que fiz, a não esperar que entendam o meu jeito e que entendam o meu modo de amar.

Aprendi que encerramos ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na nossa vida.

Aprendi a fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira para deixar de ser quem eu era e me transformar em quem eu sou." - viva ; não deixe os obstáculos te derrubarem ; mas deixe a esperança te guiar !




A.D.

terça-feira, novembro 02, 2010

A PERDA

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.

A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.

Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.

Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.

Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.

Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".

Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.

E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:

Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.

E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.

Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.

Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:

Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.





D.A.

segunda-feira, novembro 01, 2010

QUERIA SE UM ANJO

“Queria realmente ser um anjo,
Ter a bondade nas faces,
A sabedoria no olhar,
Saber sorrir, saber confortar,
Saber entender os aflitos, saber ensinar.
Ir ao encontro de todos, e a todos amar...

Queria realmente ser um anjo
Sorrir ao ver a ventura do vencedor,
Se emocionar com o desespero do perdedor.
Beijar a face daquele que suplica
E aplacar a raiva do inimigo cruel.

Por fim, queria realmente ser um anjo
E poder quebrar todas as regras celestiais
Sentir o amor único, e exclusivo,
E chorar por todos os demais

Queria somente ser um anjo
Que ama você e nada mais.”



A.D.

domingo, outubro 31, 2010

AS FLORES...

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais.

Algumas, mesmo ainda sem botão. Há sementes que nunca brotaram e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas que foram plantadas ao nosso redor.

Por isso não devemos nos descuidar de nós e nem dos outros.

E o tempo passa...

Mas ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar a Deus e agradecer pela vida física, que embora passageira, se perpetua em nós espiritualmente.



A.D.

sábado, outubro 30, 2010

Quando Você Olhar...

Quando você olhar a sua volta e achar que o mundo se perde em confusão, que os homens se agridem e se destroem em angústias, olhe para dentro de você;

Lembre-se que sua vida não está lá fora, não depende do que você ouve, mas do que está na sua consciência.

O mundo dos outros não é o seu mundo, a menos que você contribua para a degradação e confusão externas e comuns a muitos setores.

Quando olhar à sua volta e só enxergar problemas, busque sua verdade interior, trabalhe os valores que já construiu e a sua sintonia com Deus.

Expresse o melhor de você, pois o mundo é o resultado do que irradiamos e manifestamos, do nosso esforço ou nossa preguiça nossa nobreza ou nosso desajuste.

Quando a descrença povoar seu coração e você vacilar, sofrer e chorar, é porque sua hora de renascer internamente chegou e pressiona você para não mais adiar sua busca de Deus.

Pare então de olhar só para fora e de se impressionar com a propaganda, com que os outros dizem sobre atualização, libertação ou modismos. Olhe demoradamente sua consciência, sua harmonia interna; indague-se, faça silêncio para que a verdade brote natural.

Há um ponto de luz em seu interior que pode desfazer todas as sombras e dúvidas.

Busque o fluir da luz. Que importa se muitos se enquadraram num sistema egoista e amargo?

Comece você a iluminar, a modificar, a permitir que a paz flua através de você.

Deixe que a fonte divina jorre sobre tudo. Comece agora.

O esforço próprio é a mola do verdadeiro crescimento humano, é nele que está o germe da vitória. Não creia nunca no sucesso fácil, na vitória sem luta.

Cada um se constrói ou se denstrói, se arma, se fortalece e se conquista, ou deixa passar sua hora de crescer e de aperfeiçoar-se.

A mente nos oferece mil opções, escolha o esforço correto para as conquistas definitivas, ninguém pode fazer por nós o caminho.

Trabalho, desinteresse pelo supérfluo e concentração no definitivo eterno são as armas e as portas da libertação.

A cada hora você é chamado, é desafiado para se definir, para aprender nova lição, para expandir a consciência da conquista da paz e do amor a DEUS e ao próximo.




A.D.

sexta-feira, outubro 29, 2010

Siga em frente


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue
para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima
de ti mesmo. Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na terra,
mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes os mais desditosos
são os que perderam a confiança em Deus e
em si mesmo, porque o maior infortúnio é
sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe
o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te
com a aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, porém, de que amanhã será
outro dia.




A.D.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Recomeçar

Sempre é tempo de recomeçar.

Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.

Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.

Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.

Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.

Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel.

Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.

Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.

Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...

O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva.
Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.

As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.

Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você?

Você está pronto para recomeçar?

O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.


A.D.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Quem Sabe Somar Sabe Dividir

Somar é a primeira operação matemática que se aprende, a que temos mais facilidade e que gostamos mais.

Primeiro agente gosta de somar várias vezes palitos e giz, depois brinquedos e roupas da moda, depois somar dinheiro, depois somar carros e casas, e sempre somar alegria e felicidade.

Isto já é multiplicação, que também é fácil de aprender, é só somar várias vezes a mesma coisa.

A Segunda operação que aprendemos é a subtração.

Aí começa a ficar estranho.

Principalmente quando tem que pedir emprestado na casa do vizinho, digo, casa decimal ao lado. Ninguém gosta mais de diminuir do que somar.

Quando chega na divisão é quase um desespero, ainda mais quando sobra um resto.

É que ninguém entende aonde ou pra quem vai ficar o resto.

Até no cotidiano ninguém gosta de dividir nada.

A dificuldade no aprendizado não parece à toa, o homem rejeita essa prática.

Quando o homem aprender a dividir corretamente e saber onde deve ficar o resto, entenderá que é o mesmo que somar para alguns, mantendo a quantidade de outros, sem necessariamente subtrair de alguém, ou seja, é o mesmo que somar igual para todos; entenderá também que somando os restos teremos mais um inteiro divisível, fazendo outros felizes.

O resultado final também é uma soma, a soma da felicidade geral.
Poderíamos até chamar esta operação de soma distribuída.

Com esta visão, com certeza a matemática daria mais resultados, talvez fosse dispensável aprender contas de dividir e os homens continuariam felizes a somar palitos, brinquedos, dinheiros, carros, casas e felicidade, porém não somente para si.

Quem sabe?


A.D.

terça-feira, outubro 26, 2010

Ser ou Ter?

Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.

Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.

Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!

Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.

As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.

Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.

O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.

O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.

O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio
na vida das pessoas...

Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade
sem preço!

Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:

SER FELIZ



A.D.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Carma de solidão

Caminhas, na Terra, experimentando carência afetiva e aflição, que acreditas não ter como superar.

Sorris, e tens a impressão de que é um esgar que te sulca a face.

Anelas por afetos e constatas que a ninguém inspiras amor, atormentando-te, não poucas vezes, e resvalando na melancolia injustificável.

Planejas a felicidade e lutas por consegui-la, todavia, descobres-te a sós, carpindo rude angústia interior.

Gostarias de um lar em festa, abençoado por filhos ditosos, e um amor dedicado que te coroassem a existência com os louros da felicidade.

Sofres e consideras-te desditoso.

Ignoras, no entanto, o que se passa com os outros, aqueles que se te apresentam felizes, que desfilam nos carros do aparente triunfo, sorridentes e engalanados.

Também eles experimentam necessidades urgentes, em outras áreas, não menos afligentes que as tuas.

Se os pudesses auscultar, perceberias como te invejam alguns daqueles cuja felicidade cobiças...

A vida, na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras.

Assim, não desfaleças, porquanto este é o teu carma de solidão.

Faze, desse modo, uma pausa, nas tuas considerações pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te na ação do bem.

O que ora te falta, malbarataste.

Perdeste, porque descuraste enquanto possuías, o de que agora tens necessidade.

A invigilância levou-te ao abuso, e delinquiste contra o amor.

A tua consciência espiritual sabe que necessitas de expungir e de reparar, o que te leva, nas vezes em que o júbilo te visita, a retornar à tristeza, rememorar sofrimentos, fugindo para a tua solidão...

Além disso, é muito provável que, aqueles a quem magoaste, não se havendo recuperado, busquem-te, psiquicamente, assim te afligindo.

Reage com otimismo à situação e enriquece-te de propósitos superiores, que deves pôr em execução.

Ama, sem aguardar resposta.

Serve, sem pensar em recompensa.

O que ora faças no bem, atenuará, liberará o que realizaste equivocadamente e, assim, reencontrar-te-ás com o amor, em nome Daquele que permanece até agora entre nós como sendo o amor não amado, porém, amoroso de sempre.

* * *

A dor é mecanismo de aprendizado sempre.

Nas Leis maiores do Criador não existe o sofrer por sofrer.

Todo sofrer visa aprendizado, visa redenção da alma que busca a felicidade.

Saber bem sofrer é uma arte, e toda arte exige disciplina, disciplina e disciplina.

E uma das belezas desta vida é que quando nos propomos a bem sofrer, nunca estamos realmente sozinhos.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 13, do livro Viver e amar, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Melhor Amigo





Oi... ...sou Jesus!

Eu estou ao seu lado e sou aquele que nunca desacredita dos seus sonhos. Sou eu que as vezes altero seu itinerário, e até atraso seus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis. Sim, sou eu que falo ao seu ouvido aquelas "inspirações" que você acredita que acabou de ter como "grande idéia".

Sou eu quem te causa aqueles arrepios quando você se aproxima de lugares ou situações que vão te fazer mal. E sou eu quem chora por você quando você com a sua teimosia insiste em fazer tudo ao contrário só para desafiar o mundo.

Quantas noites passei na cabeceira de sua cama velando por sua saúde, cuidando de sua febre e renovando suas energias. Quantos dias eu te segurei para que você não entrasse naquele ônibus, carro e até avião? Quantas ruas escuras eu te guiei em segurança? Não sei, perdi a conta, e isso não importa.

O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando você assume a postura de vítima do mundo, quando você não acredita na sua capacidade de resolver os problemas, quando você aceita as situações como insolúveis, quando você pára de "lutar" e simplesmente reclama de tudo e de todos, quando você desiste de ser feliz e culpa outra pessoa pela sua infelicidade, quando você deixa de sorrir e assume que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas, quando se esquece até de mim, Eu sou Jesus, aquele que Deus deu para morrer em seu lugar na cruz do calvário, em sacrifício, para que os pecados do mundo fossem perdoados.

Já que me deixaram falar diretamente com você, gostaria de te lembrar, que estou ao seu lado sempre, mesmo quando você acredita estar totalmente só e abandonado, até neste momento eu estou segurando a sua mão, eu estou consolando seu coração, eu estou te olhando, e por te amar demais, fico triste com a sua tristeza, mas, como eu sei que você nasceu para adorar meu pai que está nos céus, eu agradeço a Ele a oportunidade bendita de te conhecer e cuidar de você, porque você é realmente muito especial para mim.

Sou Jesus acredito em você!
- Ore, Louve, agradeça, Eu estou ai contigo, te ouvindo:

"Santo Deus, Senhor meu, zeloso guardador, se a ti me confiou a conhecer-te, rege minha vida, me guarde e me ilumine Amém!"

Se sentir no seu coração, mande esta mensagem a seus amigos... Muitos esquecem que tem um amigo fiel ao seu lado... JESUS é o amigo melhor!

Tenha um lindo dia, cheio de PAZ!

Bom dia!!!


D.A.

Tristeza que fere

O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses. Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transformara em um ser amargo, triste, mal-humorado.

Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu. A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou. Deteve o passo e pôde ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:

Mamãe, por que papai está sempre triste?

Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência. Ele deve estar preocupado com seus negócios.

O homem parou, sem coragem de avançar e continuou ouvindo:

Que são negócios, mamãe?

São as lutas da vida, filho.

Houve uma pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez:

Papai fica alegre nos negócios?

Fica, sim, respondeu a mãe.

Mas, então, por que fica triste em casa?

Sensibilizado, o pai de família pôde ouvir a esposa explicar ao pequenino:

Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento. Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes. É importante para o trabalho dele.

Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações. Se fora de casa precisa cuidar para não ferir os outros e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa.

Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações.

A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:

Que pena, hein, mãe? Eu gostaria tanto de ter um pai feliz, ao menos de vez em quando. Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo. Sorrisse para mim. Eu gostaria tanto...

Naquele momento, o homem pareceu sentir as pernas bambearem. Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando.

Meu Deus, pensou. Como estou maltratando minha família.

E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino e o abraçou forte.

Filho, vamos brincar? Foi o que perguntou.

* * *

Não há quem não tenha problemas, lutas e dificuldades. Compete, no entanto, saber administrá-las de forma a que elas não se tornem um fantasma de tristeza, um motivo de autocompaixão.

Mesmo porque ninguém tem somente coisas ruins em sua vida. Ao lado das lutas constantes, existem sempre as compensações que Deus providencia.

Ter um lar, esposa, filhos, família, pais amorosos é o oásis de paz que a Divindade nos concede a fim de que restabeleçamos as forças para o prosseguimento do bom combate.

* * *

A alegria espalha bênçãos onde se manifeste.

A alegria pura contamina os que estão em volta. Por isso, recuperemos a coragem na arena de combate que a vida diária nos impõe e vitalizemos a alegria.

Não sejamos semeadores de sombras, antes sejamos como o sol que sorri gentil e tudo ilumina onde se faz presente.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13 do livro Missionários da luz, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no verbete Alegria, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Nossos velhos

Vimo-lo mais de uma vez. Anda pelas ruas da cidade, empurrando um carrinho, desses próprios para recolher papéis.

Traz o corpo arcado sob o peso dos anos e, por vezes, não se sabe com exatidão se ele conduz o carrinho de papéis ou se este o puxa, de um lado a outro, estabelecendo a direção a seguir, tal a dificuldade que se observa naquele homem.

Os dias frios o surpreendem na rua e, ao final do dia, ele comparece ao mercadinho do bairro para comprar um pãozinho, um ovo, um pacote de fubá.

Quando sorri, aparecem seus poucos dentes amarelados e gastos. Necessitaria tanto de um dentista.

Nos dias de inverno, quando estende a mão um pouco enrolada em panos para disfarçar o frio, pode-se perceber a cor arroxeada dos que têm dificuldade de circulação sanguínea.

Os olhos não são ágeis e precisos como na juventude e ele calcula mal o tempo que leva para passar de um lado ao outro da rua, levando o seu carrinho cheio de caixas, papéis e jornais.

Mas seus ouvidos permanecem atentos e ele pode muito bem ouvir as buzinadas nervosas dos carros que passam conduzidos por motoristas apressados, que não se dão conta da sua dificuldade.

É um catador de papel. Velho e cansado. Olhando-o assim indefeso e buscando sobreviver com um pouco de dignidade, pois se orgulha em afirmar que ainda trabalha, apesar da sua idade, recordamos dos nossos velhos.

Os que desfrutamos da felicidade de ter os avós ao nosso lado, os guardamos com carinho no aconchego do lar, e nos preocupamos com suas refeições. Observando que eles já não se alimentam quanto deveriam, preparamos copos de suco, vitaminas, durante o dia.

Escolhemos ovos frescos e lhes servimos, quentes, batidos, junto a outros complementos vitamínicos a fim de que não enfraqueçam.

E se adoecem, para logo buscamos o médico, o medicamento, a internação, o que seja necessário.

São os nossos velhos, que recebem a nossa atenção e a nossa ternura, na forma de abraços e carícias nas cabeleiras brancas.

E esses outros, perdidos nas ruas da cidade? Que fazemos por eles?

É da Lei de caridade que o forte trabalhe pelo fraco, que o jovem auxilie o idoso. Quando este não tem família ou quem o socorra, é a sociedade que deve ampará-lo.

Como a sociedade somos todos nós, os cidadãos, voltemos nossas vistas para esses que vivem seus últimos anos em abandono e tomemos resoluções firmes.

Não aguardemos que o governo o faça. A solução pode demorar um pouco mais e a necessidade é urgente.

Que tal pensarmos em adotar um idoso? Não haverá necessidade de que o levemos para casa mas bem podemos verificar as condições do seu barraco e melhorá-lo.

Providenciar cobertas quentes, alimentação adequada, visitá-lo, fazer com que se sinta gente e gente importante outra vez.

* * *

O homem tem o direito de repousar na velhice.

A nada deve ser obrigado, além do que lhe permitam as suas forças.

É importante que o idoso se sinta útil, querido, amado.

Afinal, muitos dos seus amigos já partiram para a Espiritualidade, alguns dos filhos se encontram distantes cuidando da própria vida.

Se não lhe dermos um motivo para viver, para ser feliz, ele se tomará de tristeza, mergulhará em depressão e mais cedo, muito mais cedo partirá, tristonho e abatido.

Lembremos: todo velho um dia foi moço, produziu, contribuiu com a sociedade de alguma forma. Merecerá concluir seus dias na Terra em total e desconfortável abandono?



Redação do Momento Espírita, com pensamentos dos itens 685 e 685ª de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Quem somos nós neste mundo complicado?



" Se chegarmos a dormir
somos os sonolentos de Deus
E, se chegarmos a acordar
estamos nas mãos Dele.
Se chegarmos a chorar
somos a nuvem cheia de pingos de chuva
E, se chegarmos a sorrir
somos dele o relâmpago.
Se chegarmos a raiva e a batalha
é o reflexo da ira de Deus.
E, se chegarmos a Paz e ao perdão
é o reflexo do amor de Deus.
Quem somos nós neste mundo complicado?"


[Djelal und-Din Rumi(1207-1273), poeta Afegão]

quinta-feira, novembro 12, 2009

O CORAÇÃO NÃO ENVELHECE


Você já ouviu dizer que "o coração não envelhece".

É verdade. O que envelhece é o corpo, não a alma.

Ainda que os anos tenham passado, perceba como você pensa e sente como sempre o fez.
Essencialmente, seus desejos e sonhos são os mesmos.
Talvez você não os possa realizar com a mesma desenvoltura de antes, e daí a necessidade de inteligentes ajustamentos.
Ajuste-se, então; mas não se anule.
Irradie juventude pelo seu bom sorriso, sua alegre disposição; pelo calor do seu coração e o brilho do seu olhar; pelo seu grande entusiasmo e pela sua paixão.
Ponha paixão em tudo o que você faz, e nunca se sentirá velho.


Ubiratan Rosa

Enviado pela irmã Laura Crespan

A Lição das Folhas


Num dia luminoso e agradável eu caminhava pelo bosque.

Comecei a juntar folhas coloridas que tinham caído das árvores ao meu redor.

Vez após vez eu me abaixava, pegava uma folha que me houvesse chamado a atenção e, se fosse suficientemente perfeita, acrescentava-a e defeitos óbvios, como acontecia com mais freqüência, eu a jogava fora. Muitas folhas eram marrons e mortas e tinham sido pisoteadas.

Eu nem mesmo olhava para elas.

Então senti o Senhor falando ao meu coração.

"Por que você rejeita as imperfeitas?

Não são criação Minha também?

Elas servem a um propósito diferente do que só encher seus olhos de beleza.

Eu criei todas."

Eu sabia, lógico, que o Senhor não estava falando das folhas.

Entendi que muitas vezes lido com as pessoas da mesma maneira como estava lidando com
folhas de outono menos bonitas.

Meu coração ficou apertado.

Quantas vezes rejeitei uma potencial amiga por causa de alguma falha interior, real ou imaginária?

Quantas vezes julguei alguém por não entender seu comportamento ou circunstâncias?

Quantas pessoas?

Machucadas, pisadas a pés, mastigadas e cuspidas pela vida, como eu ?

Têm me procurado em busca de compreensão e amor, mas devido ao meu medo de chegar
perto demais, deixo-as ali com a sua dor?

Quantas pessoas tenho magoado através da minha rejeição?

E quanto tenho sofrido eu mesma por não permitir que essas pessoas me enriqueçam a
existência?

Olhei para cima, para as árvores, depois para as folhas com as quais o chão do bosque se vestia.

Lá no alto, as folhas formavam um dossel de cores ?

Não havia duas exatamente da mesma tonalidade?

Pintando uma tapeçaria de intrincada beleza.

Embaixo, as folhas formavam um carpete que ia perdendo os tons vivos, transformando-se numa capa protetora que nutriria as próprias árvores que as haviam lançado para o chão.

Notei uma folha cheia de manchas, da qual um inseto se havia alimentado.

Curvei-me, peguei a folha e cuidadosamente a coloquei na minha coleção.

Pai, por favor, perdoa-me por ter praticado a rejeição. Ajuda-me a ser mais sensível às necessidades dos meus irmãos e irmãs.

Quer façam parte da linda abóbada lá em cima, quer sejam parte do nutritivo carpete aqui embaixo.



Lynda Mae Richardson

Acorde para Vencer


Não deixe que nada afete seu espírito.

Envolva-se pela música, ouça, cante e comece a sorrir mais cedo.

O bom humor é contagiante espalhe-o, fale de coisas boas, de saúde de sonhos, de amor.

Ajude as outras pessoas a perceberem o que há de bom dentro de si.

Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito.

Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação.

Mude,opine, ame o que faz. Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da missão cumprida.

Lembre-se de que nem todos têm a mesma oportunidade.

Pense no melhor, trabalhe pelo melhor espere sempre o melhor.

Você pode tudo que quiser.

Perdoe!!

Seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo. O trabalho é uma das contribuições que damos à vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.

E finalmente, ria das coisas à sua volta, de seus problemas,
de seus erros, ria da vida.

E... ame.

Antes de tudo, a você mesmo!

A.D.

terça-feira, novembro 10, 2009

Solução simples




Pra que chorar?

Por que se lamentar?

O tempo que você gasta derramando lágrimas é o mesmo que você ganharia construindo algo de positivo em sua vida.

Você fica ai chorando e reclamando, curtindo raiva e magoa e quem ao menos sabe que você é o maior prejudicado? Primeiramente perde um tempo muito precioso com essa
lamúria toda, depois, meu filho, você passa por chato e fraco diante daqueles que elege para ouvir suas mágoas. E depois? Bem, assim se lamentando, perde a oportunidade
de dar a volta por cima e fazer alguma coisa realmente boa de sua vida.

Seu fígado funciona mal; você perde a noite de sono fazendo terapia com o travesseiro e, ao acordar, fica feio, com olheiras e de mau humor. Descobre então que seus problemas continuam os mesmos de antes e que perdeu a noite em vão.

Por isso, filho, pare com essa situação agora mesmo e arranque de você essa raiva. Vomite esse ódio e rancor, angústia e lamentação. Não permaneça mais tempo agasalhando dor.

Se você resolver agora identificar a causa de tanta angústia, choro e reclamação, aposto que não conseguirá mais saber a razão. É que você está acostumado a fazer tempestade em copo d'água. Cuidado, têm gente que se afoga nas próprias lágrimas.

Levante a cabeça e tome uma decisão inteligente. Aja com sabedoria. Você é filho de Deus e irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tem uma vida inteira pela frente aguardando você, para ser vivida com qualidade. Não perca tempo com lamentações...

Levante-se e ande! Jesus espera você para transformar o mundo num lugar muito melhor, começando em você mesmo.

Em geral, a energia que se emprega para derramar lágrimas de lamentação é a mesma que você investe quando auxilia o próximo. Pense nisso, meu filho, e vá em frente.

A felicidade aguarda por você.




Quem vem de lá e de tão longe?
É os Pretos Velhos que vêm trabalhar
Dai-me força pelo amor de Deus!
Ó meu Pai, dai-me forças pros trabalhos meus!






PAI JOÁO DE ARUANDA


Retirado do Livro Sabedoria de Preto Velho - Robson Pinheiro





Perdas



Grandes perdas às vezes significam grandes decepções.

Mas como perdemos aquilo que não é nosso?

Meus filhos julgam, às vezes, que perderam um ente querido pela morte. Mas essa visão é errada. Solte o seu parente que você julga morto.

Aprenda a libertar a sua alma e deixar que ele voe nas alturas de sua própria vida.

Muitos dos filhos acham que reter significa possuir. Engano.

Na vida, o que possuímos de verdade é aquilo que doamos.

Se você desejar reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados, você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que você diz amar.

Amor não é posse. Amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio.

Amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso.


PAI JOÃO DE ARUANDA

Retirado do Livro Sabedoria de Preto Velho - Robson Pinheiro







A verdadeira amizade



Você já parou para pensar sobre o que é a verdadeira amizade?

A palavra amigo é usada de maneira muito ampla pela maioria de nós.

Apresentamos como amigos os colegas de escola ou de faculdade; os colegas de trabalho, os amigos que conosco praticam esporte, ou aqueles com quem nos relacionamos em várias atividades.

E é bom que assim seja, pois ao chamarmos de amigos, de alguma forma os aceitamos, e passamos a tentar conviver bem com eles.

Mas será que esses são os nossos verdadeiros amigos? Será que nós somos os verdadeiros amigos dessas pessoas?

Nossos verdadeiros amigos têm uma real conexão conosco. São aqueles que realmente gostam de nós e de quem nós gostamos verdadeiramente.

O verdadeiro amigo nos aceita como somos, mas não deixa de nos dar conselhos para que mudemos, sempre para melhor. E nós aceitamos esses conselhos porque sabemos que vêm de quem se importa conosco.

O verdadeiro amigo se alegra com nossas alegrias, com nossos sucessos, e torce pela realização de nossos sonhos.

O verdadeiro amigo preocupa-se quando estamos tristes e, frente a situações difíceis para nós, está sempre disposto a ajudar.

O verdadeiro amigo não precisa estar presente em nossas vidas todos os dias, mas sabemos que está ao nosso alcance quando sentirmos saudades, quando quisermos saber se ele está bem, ou quando precisarmos dele.

Distâncias não encerram amizades sólidas, em uma época onde a comunicação é tão fácil. Mas, mesmo sem um contato constante, o sentimento de afeto não se abala.

É do livro O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a famosa frase: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Se cativamos um amigo, então somos responsáveis por essa amizade. Devemos saber retribuir as atenções e o carinho recebidos, com a mesma dedicação.

Afinal, a real amizade é como uma estrada de duas mãos: nos dois sentidos os sentimentos são semelhantes.

Com o verdadeiro amigo temos a chance de praticar o real amor para com o próximo, ainda tão difícil de praticar com todos, como Jesus recomendou.

Temos a chance de praticar o perdão, pois nosso caro amigo tem o direito de errar como qualquer ser humano o tem. E, se errar conosco, que o perdoemos, pois amanhã talvez sejamos nós a pedir perdão.

Jesus e Seus apóstolos formaram um grupo de dedicados amigos. Muitos deles, sem se conhecerem previamente, desenvolveram, naqueles curtos três anos da pregação do Mestre, uma amizade que duraria até o fim de suas vidas.

Quando, após a morte de Jesus, se viram aparentemente sozinhos, ajudaram-se mutuamente, deram forças uns aos outros para a dura missão que teriam pela frente.

Amigos são verdadeiros presentes que Deus nos dá. Muitas vezes são antigos companheiros de jornada que reencontramos, para que continuemos juntos, nos apoiando nesta nova caminhada.

Não busquemos quantidade, mas, sim, a qualidade, certos de que a verdadeira amizade deve ser cultivada e cuidada como algo de real valor em nossa vida, algo que não nos pode ser tirado, e que levaremos conosco eternamente.



Redação do Momento Espírita.
Em 27.05.2009.

domingo, outubro 12, 2008

MORRE O FILHO DO HOMEM , DESENCARNA O FILHO DILETO DE OXÓSSI



Amados irmãos,

retornou a Aruanda um dos seus grandes Guerreiros, nós deste Blog perdemos um grande colaborador e um dos autores do Blog Povo de Aruanda (Wordpress) que lá estava deste nosso inicio, mas Aruanda recebeu em festa seu dileto filho.

Eu infelizmente não tenho condições emocionais de escrever algo, lembro que poucos dias atrás ele ligou para minha residência, Renato de Oxóssi era um dos grandes irmão que aqui na internet encontrei, sempre conversarmos via telefone, tinha uma voz rouca carregada do sotaque proveniente do Sul, uma alegria contagiante ele carregava com ele que dava para sentir apenas ouvindo a sua voz.

É...

meu irmão de Oxóssi, você não pode aguardar para eu apertar suas mãos e lhe dá um abraço, mas com toda certeza no outro plano eu lhe darei este “aperto de mão e este abraço” tal como falávamos via telefone.


Deus salve meu amado irmão Renato de Oxóssi, que nunca será esquecido pelo Povo de Aruanda...


Deus salve a coroa de Renato de Oxóssi!

Irmão eu irei sentir muito sua falta, mas tudo que deveria falar a ti eu falei, eu nunca guardei para mim os meus sentimentos e minha admiração por você e nunca escondi a nossa amizade, eu hoje sinto-me orfão...

Deus salve o Guerreiro de Aruanda Renato de Oxóssi!

A imagem acima do anjo era a que ele usava no orkut...

PUBLICAÇÕES DESTE GUERREIRO EM POVO DE ARUANDA:

Centenário da Umbanda

Deus sempre nos ampara

A revolta da ignorância

A Umbanda ainda desconhecida

A bondade de Deus

Diversidade Umbandista

Responsabilidade irresponsável

Oração que cura

Religioso diferente

Falta de preparo

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Oração de Ano Novo

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Senhor Deus, Senhor do tempo e da eternidade,
teu é o hoje, o amanhã, o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano, quero te dizer:
Obrigado por duto aquilo que recebí.

Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor, pelo que foi possível e pelo que não foi.

Obrigado por tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos, e o que com elas pude construir.

Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei, as amizades novas e oas antigos amores.

Os que estão perto de mim e os que pude ajudar, as que compartilhei a vida, o trabalho, as dores e as alegrias.

Mas, também, Senhor, quero te pedir perdão.

Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto, pela palavra inútil e o amor desperdiçado.

Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver sem entusiasmo.

Também pela oração que, aos poucos, fui adiando e que agora venho apresentar-te, por todos meus olvidos, descuidos e silêncios, novamente te peço perdão.

Em breve começaremos um Novo Ano.

Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou e te apresento estes dias que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.

Hoje te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e a alegria, a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.

Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando a toda parte um coração cheio de compreensão e de paz.

Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras mentirosas, egoístas ou que magoem.

Abre, sim, meu ser, a tudo que é bom.

Que meu espírito seja repleto somente de bençãos para que as derrame por onde passar.

Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem, enche-os de sabedoria, paz e amor.

E que nossa amizade dure para sempre em nossos corações.

Dá-nos um Ano Feliz e ensina-nos a repartir felicidade.

Assim Seja.

A.D.

domingo, dezembro 30, 2007

E já é Ano Novo outra vez





Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o ano novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano.

Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.

Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que quase sempre esquecemos o que listamos? Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.

Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fez a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.

Sair mais com as crianças. Não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.

Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.

Outros para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.

Outros mais longos para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.

Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses? Isto é viver ano novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.

Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário! Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.

Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.

E é claro, um bom check-up, porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.

Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.

Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.

Ou coisas mais complicadas, como dispor-se a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.

Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.

Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este ano novo o ano de concretas realizações na sua vida!

Equipe de Redação do Momento Espírita

quinta-feira, junho 21, 2007

Além da Fé




Crença alguma supera
A crença de quem seja.

Religião não é
Caminho exclusivista.

A Verdade é uma luz
Que brilha para todos.

Além da própria fé,
O que importa é o Amor.

O Amor não se rotula
E nem se circunscreve.

Só aquele que ama
Sabe chegar a Deus.

Extraído de Pão da Alma

quarta-feira, junho 20, 2007

Ação e Reação



Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier




Observa as flores humanas que assomam chorando nos torturados berços do sofrimento.

Feridas congeniais lhes assinalam a contextura.

Despontam na árvore familiar, agitadas pela ventanias de agitadas flagelações, reclamando assistência e socorro, compaixão e entendimento.

Diante delas, muita vez, o filósofo invigilante recusa a fé no burilamento final do gênero humano, e o religioso incompleto começa a indagar, sem razão, quanto a eqüidade na Justiça de Deus.

É que nessas criancinhas, sob o ferrete da expiação, voltam ao campo da experiência terrestre quantos se fizeram no mundo instrumentos da crueldade para os outros e para consigo mesmos.

Aqui é o juiz venal que regressa com o cérebro embaciado, incapaz do pensamento correto.

Ali, é o cirurgião que abusou dos próprios recursos, para estender homicídios inconfessáveis, reaparecendo sem mãos para novas lutas na vida.

Acolá, encontraremos o esportista elegante que se valeu de dons respeitáveis para furtar a felicidade dos outros, retomando o indumento carnal com as doenças inquietantes a lhe curar os centros nervosos intoxicados por ele mesmo, e, mais adiante, surpreendemos a mulher vaidosa e insensata, que aproveitou a própria beleza para destruir a paz de lares promissores, ressurgindo no corpo retardado e disforme para rude estação na penúria e na idiotia.

Diante do berço martirizado, lembremos as nossas próprias dívidas e auxiliemos as avezinhas do infortúnio a refazerem as próprias asas, no visco de provação a que se atiraram, desprevenidas, porque todos detemos compromissos enormes na Contabilidade Divina e todos, no mesmo tempo justo, seremos inevitavelmente chamados ao justo acerto, necessitando igualmente da dor mais alta, a fim de que sejamos conduzidos à harmonia maior.

A SUA TAREFA




Deus dotou os Espíritos do princípio de todos os dons.

Entretanto, os criou em estado de simplicidade e ignorância.

Cada um deve desenvolver a própria potencialidade, por seu mérito e esforço.

Nesse processo de aprendizado, a Terra funciona como um educandário.

Os Espíritos que se situam em determinada faixa evolutiva nela encarnam para terem as experiências de que necessitam.

A vida humana não é feita de acasos.

A família em que se nasce, o meio social em que se vive, certas experiências marcantes,
tudo isso é planejado.

Antes de encarnar, o Espírito é auxiliado a perceber suas dificuldades e se dispõe a enfrentá-las.

Ele verifica as áreas em que necessita burilar-se e programa a próxima existência terrena.

Assim, quem se deixou tomar pelo orgulho encaminha-se para uma vida obscura.

Aquele que chafurdou na promiscuidade enfrenta bloqueios e complexos na área da sexualidade.

O rico avarento do passado programa viver a experiência da pobreza.

O mau patrão retempera-se na condição de modesto e sofrido empregado.

Quem não amparou devidamente seus filhos pede para viver na condição de órfão.

Outros ressurgem em posições de destaque, a fim de se dedicarem à causa do bem.

Tentados por facilidades e distrações, necessitam encontrar forças para utilizar seus recursos em favor do próximo.

A beleza, o poder e a fortuna são provas difíceis, pois freqüentemente instigam o orgulho e o egoísmo.

Muitos fracassam quando passam por tais experiências.

Mas a realidade é que a vida terrena destina-se a promover o aprimoramento do caráter e do intelecto.

Ela é fruto de um sério planejamento.

Entretanto, nem tudo está pré-determinado.

O livre-arbítrio é preservado e cada um responde pelas resoluções que toma e pelos atos que pratica.

Do mesmo modo, nem todas as ocorrências são antecipadamente previstas.

As pessoas com quem se convive não são necessariamente partícipes de um passado comum.

Alguns problemas, dores, desgostos e enfermidades são inerentes ao viver terreno.

A maioria dos desconfortos e transtornos são frutos de imprevidência atual.

Quem se permite atitudes antipáticas e rudes transforma meros conhecidos em desafetos.

O certo é que o Espírito é inserido em dado contexto, no qual se defronta com situações que precisa resolver.

Freqüentemente, uma criatura inveja a sorte de outra.

Os problemas alheios sempre parecem de fácil solução.

As dores dos outros nunca se afiguram muito graves para o observador.

Mas cada qual vive o que necessita.

As próprias tarefas são difíceis porque correspondem a áreas de dificuldade.

Para seguir adiante, é necessário fazer a lição do momento.

Assim, pare de se debater com as exigências de sua vida.

Não procure fugir de seus problemas e aflições.

Dedique-se antes a resolvê-los, a fim de libertar-se deles.

Se a vida lhe pede paciência em face de situações inelutáveis, seja paciente.

Perante um familiar ou um chefe difícil, exercite a tolerância.

Comporte-se como um estudante que deseja passar de ano.

Cesse as reclamações e faça a lição.

Pelas dificuldades que você enfrenta, pode perceber quais são suas deficiências evolutivas.

Empenhe-se firmemente em burilar o seu caráter.

Adote um patamar nobre de conduta e jamais se afaste dele.

Você nasceu para amealhar virtudes, para ser digno e bondoso.

Essa é a sua tarefa.

Pense nisso.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, junho 18, 2007

RELIGIÕES




"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo
jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas
verdadeiras".

A frase que você acabou de ouvir foi dita por uma das mais importantes
personalidades do século vinte: o Mahatma Gandhi.

Veja quanta sabedoria nas palavras do homem que liderou a independência da
Índia sem jamais recorrer à violência!

Nos tempos atuais, são raros os que realmente têm uma posição como a de
Gandhi, que manifestava um profundo respeito pela opção religiosa dos
outros.

Muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam
firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão
condenados.

Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito
preocupadas em converter almas que consideram perdidas.

E, no entanto, Deus é Pai da Humanidade inteira. Todos nós temos a
felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da Lei Divina. Ninguém
está desamparado.

De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos
afasta de nossos irmãos?

Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem
acredita que tem razão.

Imagina que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Você já notou
que a maior parte das pessoas acha que tem muito a ensinar aos outros?

É que, em geral, as pessoas quase não se dispõem a ouvir o outro: falam sem
parar, dão opiniões sobre tudo, impõem sua opinião.

São almas por vezes muito alegres, expansivas, que adoram brincar. Chamam a
atenção pela vivacidade, pelos modos espalhafatosos, pelas risadas
contagiantes e pelas conversas em voz alta.

Mas são raras as vezes em que param para escutar o que o outro tem a dizer.
São como crianças um tanto egoístas, para quem o Mundo está centrado em si
ou na satisfação de seus interesses.

É uma atitude muito semelhante a que temos quando acreditamos que o outro
está errado, simplesmente por ser de uma religião diferente. É que não
conseguimos parar de pensar em nossas próprias escolhas.

Não estudamos a religião alheia, não nos informamos sobre o que aquela
religião ensina, que benefícios traz, quanta consolação espalha.

Se estivéssemos envolvidos pelo sentimento de amor incondicional pelo
próximo, seríamos mais complacentes e mais atentos às necessidades do outro.

E então veríamos que, na maioria dos casos, as pessoas estão muito felizes
com sua opção religiosa.

A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós.

É óbvio que gostamos de compartilhar o que nos faz bem. Ofertar aos outros a
nossa experiência positiva é uma atitude louvável e natural.

Mas esse gesto de generosidade pode se tornar inconveniente quando
exageramos.

Uma coisa é ofertar algo com espírito fraternal, visando o bem. Mas
diferente quando desejamos impor aos demais a nossa convicção particular.

Se o outro pensa diferente, respeite-o! Ele tem todo o direito de fazer
escolhas. Quem de nós lhe conhece a alma? Ou a bagagem espiritual, moral e
intelectual que carrega?

Deus nos deu nosso livre arbítrio e o respeita. Por que não imitá-Lo?

Enquanto não soubermos amar profundamente o próximo, respeitando-lhe as
escolhas, não teremos a atitude de amor ensinada por todas as religiões e
pelos grandes Mestres da Humanidade.

Texto da Redação do Momento Espírita.

sábado, junho 16, 2007

AMOR, ALEGRIA E PAZ




Veja que bela é a vida,

Cheia de seus perfumes.

Mesmo quando tantos ainda choram as suas mágoas,

Ela não cansa de presentear com seus dias iluminados.

Agradeça sempre pela manhã que se inicia.

A vida é um presente para todos os seres vivos.

- Pelo espírito Cigano das Almas 16/06/2007 -

FÉ NUNCA É DEMAIS




O exagero da fé está no comodismo,

Mas a fé, quando bem utilizada e bem trabalhada

Sempre trará bons resultados.

Entenda a fé como uma alavanca que move a vida.

Tenha fé na sua vida e no mundo que a cerca.

- Pelo espírito Cigano das Almas, 16/060/2007 -

sexta-feira, junho 15, 2007

COM DEUS ME DEITO, COM DEUS ME LEVANTO

Numa antiga oração popular, ensinada às crianças para que seja orada antes de dormir, encontramos uma expressão muito interessante:


"Com Deus me deito, com Deus me levanto..."

Eis então algumas considerações importantes inspiradas neste costume:

"Com Deus me deito..."

Que importante anelo para alguém que se prepara para o sono!

Tendo em vista que ao dormir, ao se penetrar o universo do sono e dos sonhos, ninguém pode garantir a qualidade deste transe, a harmonização com Deus faz-se fundamental.

Cada pessoa que se desprende do corpo físico, passa a travar contato com os variados tipos espirituais.

Amigos uns, inimigos outros, comparsas do pretérito reencarnatório, incontáveis.

Por causa disso, torna-se primordial criar-se o hábito benfazejo de orar, antes de dormir, entregando a mente, os raciocínios e os sentimentos às mãos do Criador.

Quando alguém mergulha nesse rio do sono, não tem idéia de com quem deparará.

É o que nos ajuda a entender os sonhos suaves, cheios de estesias, repletos de alegrias, que levam muita gente a dizer que chega a ter vontade de não despertar.

Há, por outro lado, os conhecidos pesadelos, que não são, senão, o resultado do contato angustiante e perturbador com adversários ou inimigos, cobradores, em vários níveis, das condutas daquele que dorme.

Deitar-se com Deus, então, transforma-se em providência muito feliz, com o fito de libertar-se de qualquer perseguição sombria.

"Com Deus me levanto..."

Em realidade, a referência é ao ato de despertar do sono.

É fundamental alguém aprender a levantar-se com Deus, num mundo em que, de costume, muitos indivíduos anseiam por levantar-se admitindo a não necessidade de cogitar Deus.

Quantos indivíduos, caídos na rua da amargura, rogam a ajuda divina para erguer-se da dificuldade em que se acham?

Mãos anônimas, mãos amigas, benfeitores humanos, socorristas encarnados, atendentes sociais, todo este plantel de almas do bem representa a presença de Deus junto aos irmãos que sofrem.

Tanto caminho, tanta ajuda, tanto apoio impulsionarão o sofredor para que ele se levante, e se levante com Deus.

Quantos experimentam dramas econômico-financeiros, fazendo-se endividados, inadimplentes, desgastados sociais, desacreditados, muito embora a sua honestidade, a sua consciência dos próprios deveres?

Esses companheiros anseiam pelo socorro de amigos e de instituições bancárias que lhes retirem do pescoço o nó, que lhes ofertem algum oxigênio.

Assim livrando-os da sufocação em que se acham, para que se levantem, e se levantem com Deus.

Qualquer que seja a queda humana, material ou moral, a possibilidade de levantar-se com Deus, com o apoio do Mundo Superior, será sempre a melhor maneira de se levantar no Planeta.

* * *


A oração é uma das melhores maneiras de nos colocarmos em sintonia com os amigos espirituais.

Eis um hábito muito salutar: travar conversas constantes, onde quer que estejamos, com nosso Espírito Protetor, e com os Espíritos afins que nos acompanham diariamente.

Mantendo-nos em sintonia com os bons Espíritos, através de pensamentos elevados, de alegria, gratidão e amor, conseguiremos ouvir suas aspirações, e delas nos utilizarmos para nosso bem.

Contemos mais com este recurso fabuloso que temos: a prece, e nos surpreendamos com os bons resultados obtidos.


Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. "Levanta-te com Deus", do livro Em nome de Deus, do Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.

quinta-feira, junho 14, 2007

O Ferreiro


Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus.


Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida.


Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara , e que se compadecia de sua situação difícil , comentou:


É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.

Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente.

Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.

Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.



Eis o que disse o ferreiro:

Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.

Você sabe como isto é feito?

Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.

Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.


Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.

Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento.

O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras.


E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.

Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.

Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível
como a água que faz sofrer o aço.


Mas a única coisa que peço é:

Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.


Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.

Autor desconhecido.

O argueiro e a trave









Fonte: http://users.bmrio.com.br/
Paulo Antonio Ferreira





      "Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa - me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois então, vede como podereis tirar o argueiro do olho de vosso irmão." (Mateus, cap VII, vv. 3 a 5)


    Devemos ou não criticar os maus atos de nosso próximo? Será que, sem a crítica, nosso próximo pararia para repensar os procedimentos errôneos que tem praticado? Ou será que a crítica apenas desperta o ódio que existe escondido no interior de cada um? Já existe crítica demais nos livros espíritas, e poucas lições do verdadeiro amor?


    Receber uma crítica dói, dói mais quando vem dos amigos e dói muito mais quando é injusta. Mas devemos lembrar que o que parece injusto para o criticado parece justo para quem critica. Como devemos receber uma crítica? Segundo André Luiz (1), a crítica estimula:


    "Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros."


    Quando Sócrates respondeu ao rapaz (que lhe trazia um novo caso para contar), se o que estava fazendo tinha passado pelo teste das três peneiras, VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE, não seria porque já conhecia bastante o discípulo para saber do baixo nível de suas estorinhas? As críticas não deveriam também passar por este teste? Jesus teria passado sua ação pela peneira da BONDADE quando secou a figueira em vez de fazê-la produzir frutos em abundância? É óbvio que todos conhecemos a interpretação que o Mestre quis dar de que somos julgados pelos frutos que produzimos, mas todos sabemos também de sua infinita bondade e misericórdia. Não estaríamos nós enganados sobre o que entendemos por bondade? Se Jesus o fez, sendo perfeito, então o teste da Bondade não seria absoluto, mas dependeria das circunstâncias.


    Quando Jesus nos falou do argueiro no olho, com certeza estava se referindo à tendência da maioria, principalmente daqueles que não seguem seus ensinamentos, de ver o mal dos outros de forma habitual, isto é, como hábito que adquiriram. Até mesmo nesta frase do argueiro estaríamos vendo o mal na pessoa que criticou primeiro. Jesus poderia fazê-lo porque era perfeito, mas nós deveríamos nos preocupar mais em corrigir os nosso próprios erros. Jesus poderia dizê-lo, mas nenhum de nós, imperfeitos como somos, teríamos autoridade para fazê-lo. No entanto todos ficam repetindo essa frase como se não fossem capazes de cometer o mesmo erro, como se estivessem isentos de imperfeições, e na verdade ao proferir a frase já o estariam fazendo. Isso é um raciocínio fácil de se chegar, e muitos abandonam as religiões por causa dessas incoerências, desses raciocínios sem fundamento lógico, que vem sendo repetidos há séculos pelas igrejas.


    Para se adotar uma atitude realmente cristã essa frase do argueiro não deveria ser uma resposta a críticas como soe ser. O criticado deveria antes parar para refletir e, se mereceu a crítica, corrigir seus procedimentos para que ela não se repita. Se não a mereceu, deve compreender que todos à sua volta, que conhecem seu trabalho, sabem também que foi imerecida e que cabe a Deus o julgamento final, encerrando aí a questão. Mas se responde repetindo a frase de Jesus, estaria recusando a crítica e devolvendo outra, numa atitude de orgulho, que não se justifica em um espírita que já tenha avançado um pouco nos estudos.


    Mas essa prática já está tão difundida que até quando se comenta o Evangelho, em reuniões com essa finalidade, onde se pretende que pela diversidade dos comentários individuais se chegue a uma compreensão melhor, existe sempre alguém que veste a carapuça e repete a frase do argueiro. Se o que se entendeu como crítica foi uma mera interpretação do Evangelho, então esse irmão deve achar que o próprio Evangelho está errado, o que parece ilógico já que ele freqüenta o Centro. É claro que cabe à dirigente dessas reuniões orientar a todos os presentes, ditando as normas de comportamento que todos devem seguir neste tipo de reunião, mantendo sempre a disciplina, e usando para isso de tato e experiência toda especial, que deve ser uma das qualidades de quem assume esse cargo.


    Será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não puder resultar nenhum proveito para eles, mesmo que não as divulguemos? Esta pergunta é respondida por São Luís (2):


    "Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é proibido ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda parte só o bem. Semelhante ilusão prejudica o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o sem necessidade, na opinião geral."


    Nada mais claro. Aqui não há nenhuma parábola de difícil compreensão, o que se está dizendo é que é natural observarmos os erros alheios, sem comentários, de modo que o próximo não seja com isso prejudicado.


    Mas ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o próximo? É ainda São Luís (2), no item 19, quem responde:


    "Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil e, não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido."


    Assim não fica nenhuma dúvida de que podemos comentar o Evangelho se não estamos citando nomes ou citando algum caso tirado do cotidiano do Centro que pudesse facilmente permitir identificar o faltoso. A crítica feita citando o Evangelho tem sempre a característica de ser aplicável a todos e inclusive pode ser usada pelos espíritos mentores que, ou nos inspiram a abrir uma página ao acaso, onde estaria a frase que alguém ou todos no grupo precisam ouvir, ou que sabendo a lição a ser lida na seqüência, permite que certos fatos aconteçam para mostrar onde estamos errando.


    Mas não estariam essas palavras de São Luís em contradição com a mensagem da Indulgência que nos deixou o espírito de José (3) ?


    (...) "sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso. A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los."


    Existem pessoas que criticam sistematicamente a todos, procurando sempre os erros de cada um, fazendo maledicência e faltando assim com a indulgência. Esta crítica é sempre um sinal de desamor e ao fazê-la estamos faltando com a indulgência. A crítica a que se referiu São Luís é de outro tipo, refere-se mais aos defeitos gerais da personalidade do homem neste planeta e tem por intenção o bem geral e a Reforma Íntima de cada um. Esta crítica é um ato de amor. Uma crítica aos problemas do Espiritismo, na tentativa de alertar para que surjam soluções, demonstrando confiar na competência dos responsáveis pelas mudanças e de entender que o julgamento desses dirigentes podem também ser válidos, mesmo quando contrariem as sugestões feitas, estaria também a favor do progresso. Mas uma crítica feita com a intenção de acusar dirigentes mostrando pretensos erros que estariam sendo cometidos por teimosia ou falta de visão, seria injusta e em si mesma já trás o argumento para considerá-la não espírita, e os sintomas do vírus do orgulho e do personalismo.


    De fato já existem críticas demais nos livros espíritas, mas é a crítica boa, geral, que nos faz refletir sem ofender. O cuidado que devemos ter portanto é o de não confundirmos um tipo de crítica com o outro, de não generalizarmos o que se diz da crítica útil para justificar a crítica danosa, de não nos ofendermos com a crítica geral, querendo dar a entender que nos foi feita diretamente, com o intuito de ofender, numa espécie de chantagem emocional para podermos aparecer como vítima, enfim, de não coibirmos a crítica útil por causa da crítica fútil.


    Passando a crítica útil pelo teste das peneiras vemos que ao enfatizar um ponto do Evangelho, que mesmo sem o sabermos coincide com a falta de algum irmão presente, podemos dizer que é uma NECESSIDADE fazê-lo para que se corrijam, que é uma BONDADE a algum irmãos que estariam sendo prejudicados. E por fim, isto tudo é uma VERDADE que todos já conhecem, então por que escondê-la? Quem erra, normalmente já sabe que está errando mas não tem força de dominar os seus hábitos. Ouvindo a crítica geral poderá fazer uma reflexão e se corrigirá. Da mesma forma devemos verificar se também nós podemos nela estar incluídos. Quando não for verdadeira e parecer dirigida a nós, compreendamos as razões de quem criticou, mesmo quando seja por vingança, e peçamos a Jesus para iluminar esse irmão para que não perca a oportunidade de corrigir-se.


    Evidentemente não cabe a ninguém julgar estas questões, somente a Deus cabe o julgamento. Vivemos num mundo imperfeito e, quando somos ofendidos, ainda reagimos. Estamos longe de nos comparar aos Espíritos de Luz. Isso não impede que tentemos nos melhorar e, ao fazê-lo, precisamos definir sempre o que é certo ou errado, pois esse é o aprendizado pelo qual estamos passando. Portanto todos estão certos desde que não haja exageros, desde que a crítica seja impessoal, quando não ocorram radicalizações, e todos mantenham a mente aberta. O resultado nesta situação será o progresso geral.


    O oposto dessa situação ideal é quando todos os irmãos de um Centro se omitem com medo de parecer estar vendo os argueiros e não as traves. Não há então reflexão profunda, nem progresso, embora todos aparentem uma evolução que não existe, até que se lhe pisem nos calos. É mais fácil viver desse modo, sem opinar, sem ter que defender pontos de vista, sem ter que estudar muito, fazendo críticas na surdina com os mais chegados, justificando seus erros com os erros alheios, sem combater o bom combate em seu interior. Aos poucos todos estarão sem rumo, aceitando as determinações do 'líder do grupo', sem entender onde está o certo e o errado em seus atos. Essa atitude hipócrita de santo não leva à evolução espiritual. Seria melhor adotarmos uma atitude mais natural, sem forçarmos uma evolução que ainda não possuímos porque após a morte, o verdadeiro estado evolutivo de cada um sempre se tornará claro. A verdadeira evolução só vem com a compreensão, e esta só se consolida com a experiência de nossos erros e do esforço que fazemos para corrigi-los. Não tolhamos, portanto nossas iniciativas, com medo de errar involuntariamente.


    Resumindo, podemos citar as palavras de Jesus? Podemos comentar seus ensinamentos para melhor compreendê-los?


    Sim, podemos. O que não podemos é recusar ver nossos próprios erros. O que vem de Jesus e dos Espíritos de Luz é perfeito, mas a interpretação que damos pode não ser a correta. Além disso, o que nos parece certo hoje poderá deixar de ser assim no futuro, quando nossa compreensão for maior. O que não podemos, ainda, é usar as palavras de Jesus para fugir à auto-análise dos nossos erros, para evitar responder uma questão, para evitar de ter que aceitar uma crítica e então encetar a mudança interior necessária. Não podemos principalmente ser grosseiros ao fazer a crítica, nem particularizá-la, com ironias, nem faltar com a educação devida, nem polemizar pelo prazer de polemizar. O que não podemos fazer também é acreditar que toda crítica é válida e cair na maledicência, tentando denegrir a reputação das pessoas que não pensam como nós. Finalmente devemos ficar vigilantes para não formarmos o hábito da crítica contumaz, esquecendo o que existe de bom e de belo na vida e nas pessoas.



      Rio de Janeiro, 7 de Setembro de 1999.



        1 - Agenda Cristã - André Luiz - psicografado por Francisco Cândido Xavier. FEB 30ª Ed. 1948.
        2 - "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec - Cap.X. item 20 FEB.
        3 - "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec - CapX, item 16 da FEB.
        Este artigo e outros do autor podem ser encontrados na Internet no endereço
        http://users.bmrio.com.br/unidual







 
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