quinta-feira, julho 07, 2011

Umbanda, Umbanda...



Por Fernando Sepe

Dos braços da Piedade
a Umbanda nasceu
E nas palavras de
Pai Antonio se anunciou.
Amor e caridade o
povo finalmente entendeu,
Quando o amigo
Sete Encruzilhadas se manifestou.


Não mais o negro será afastado,
Nem o índio proibido de seu recado dar.
O baiano virará a noite
dançando abraçado
Enquanto a Moça sorri a bailar.


Com os mais evoluídos aprenderemos
E suas palavras serão bálsamos
para a dor,
Aos menos evoluídos ensinaremos
Mas a nenhum renegaremos amor.


Umbanda, Umbanda...
Menina dos olhos de Oxalá!
Umbanda, Umbanda...
Filha querida da Pietá!


Em solo brasileiro, nasceu a filha dileta dos Orixás, a Umbanda.
Hoje muitos a conhecem, ela se espalhou, cresceu, multiplicou-se...
A mensagem dos caboclos e pretos-velhos se expandiu, chegando ao coração daqueles que silenciosamente se sentaram para ouvir suas histórias. Pontos cantados ressoam por todos os lados e as velas colorem o brilho da noite, nos simples e aconchegantes terreiros espalhados pelo Brasil a fora...
Mas poucos são aqueles que conhecem a real história da Umbanda. Poucos entendem ou viram o desabrochar dessa linda flor... Talvez, não porque nunca se interessaram, mas sim, apenas pela singela forma como a Umbanda floresceu.


As grandes almas desse mundo passaram e passarão no anonimato. Sem alardes, sem fama, sem multidões a segui-los. Homens e mulheres, que silenciosamente trabalharam por uma vida inteira, levando o estandarte da espiritualidade e do divino dentro do peito, semeando e espalhando valores elevados de consciência.
Rostos que se misturaram na multidão, mas que por onde passaram foram luz na vida do semelhante. Filhos do altíssimo, bondosos como a primavera, sempre fazendo e levando o bem aos quatros cantos desse Universo. Pessoas despertas para o Espírito Crístico...


O nascedouro da Umbanda se mescla com essas grandes almas. Algumas vivendo do lado invisível da vida, outras, trabalhando na matéria, mas todas, congregadas na luz de Oxalá. É delas a Umbanda, a Umbanda foi feita por elas.


Essas almas que nunca cobraram por caridade, nem mesmo esperaram receber algo, mas que sempre sorrirão de contentamento íntimo ao poder ajudar e esclarecer um pouco o próximo. Esses pequenos gigantes de espírito, a lutar contra a intolerância e o preconceito. Esses simples “cavalos”, que a ninguém renega, mas a todos dão oportunidade de se manifestarem. Esse lindo exército de “Zés”, “Antônios”, “Joãos” e “Marias”...


A Umbanda foi feita assim.
A Umbanda é assim!


Esses amados caboclos e pretos-velhos, esses amados “paizinhos” e “mãezinhas”, sempre a levarem para frente o sonho da Umbanda, são como as flores de inverno, flores raras. Brotam solitárias no frio dos tempos, tornam-se forte com as tormentas. Nem todos as vêem, poucos as conhecem, mas existe algo nelas. Uma Presença, uma Benção, uma Luz...


Muitas foram as mãos semeadoras
Que ajudaram a Umbanda florescer,
Mas a história do menino Zélio é encantadora
Todos deveriam conhecer!


Não por ego, não por idolatria, mas por respeito,
Àquele que na Umbanda foi o primeiro.
E junto do “Chefe” abriu o caminho estreito,
Por onde outros passariam,
muitas vezes esquecendo o pioneiro...


Por isso, a ele esse texto é dedicado
Assim como toda essa poesia juvenil.
Uma forma de dizer muito obrigado
Por seu trabalho tão pueril!


Umbanda, Umbanda...
Menina dos olhos de Oxalá!
Umbanda, Umbanda...
Filha querida da Pietá!


* Texto dedicado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas e a seu médium, Zélio Fernandino de Moraes, espíritos bondosos e amorosos, flores raras e silenciosas, a quem a humanidade tanto deve...

PS: Queria deixar aqui meu agradecimento e manifestar minha alegria de poder ter participado, junto do meu amigo Alexandre Cumino, da festa de Pai Antônio, dia 17 de Junho de 2006, na Tenda dirigida por Zilméia de Moraes da Cunha e sua filha Lygia Cunha (Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e Cabana de Pai Antônio), respectivamente filha e neta de Zélio de Moraes. Sem dúvida uma experiência muito bela e marcante. Foi lá, que, observando os trabalhos, tive essas idéias que aqui escrevi. Enquanto via os pretos-velhos trabalhando, pensava o quão silencioso era aquele trabalho, como era simples e discreto. Mas sabia, por intuição, que todas aquelas palavras de sabedoria, todo aquele sentimento amoroso e pensamento virtuoso vibrado durante a sessão, não apenas abençoariam as pessoas presentes, mas também, viajariam nas ondas de compaixão dos Orixás e abençoariam a humanidade toda. A todo esse povo de Aruanda, que trabalha, trabalha e trabalha incansavelmente nos “bastidores espirituais”, o nosso respeitoso muito obrigado!

Fonte: Blog Jornal Umbanda Sagrada

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Cães, anjos sem asas!

“Existem pessoas que não gostam de cães… Estas com certeza, nunca tiveram em sua vida Um Amigo de quatro patas, ou se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo, que vem ao mundo ensinar Amor! Quem mais pode dar Amor incondicional? Amizade sem pedir nada em troca? Afeição sem esperar retorno?

Proteção sem ganhar nada? Fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah! não me venham com essa de que os Pais fazem isso, porque os Pais são humanos e quando os agredimos ficam irritados e se afastam…

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride; ele retorna cabisbaixo,pedindo desculpas por algo que não fez. Lambe suas mãos, a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.

Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas!) e se dedicam aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

As vezes, um humano veste a capa de anjo e sai pelas ruas a resgatar anjos abandonados à própria sorte e lhes cura as feridas alimenta, abriga, só para ter a sensação de haver ajudado um anjo…

Visite: mensagens, papel de parede, filmes, vídeos

DEUS quando nos fez humanos, sabia que precisaríamos de guardiões materiais que nos tirasse do corpo, as aflições dos sentidos e nos permitissem sobreviver, a cada dia com quase nada, além do olhar e da lambida de um cão!

Que bom seria, se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de Um Cão!!!


D.A.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

ODE À PAZ

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!

Natália Correia, in “Inéditos (1985/1990)

quarta-feira, novembro 03, 2010

APRENDI

Aprendi que é importante deixar certas coisas irem embora.

Soltar, desprender-se.

Que precisamos entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Aprendi a não esperar nada de ninguém, a não esperar ser reconhecida pelo esforço que fiz, a não esperar que entendam o meu jeito e que entendam o meu modo de amar.

Aprendi que encerramos ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na nossa vida.

Aprendi a fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira para deixar de ser quem eu era e me transformar em quem eu sou." - viva ; não deixe os obstáculos te derrubarem ; mas deixe a esperança te guiar !




A.D.

terça-feira, novembro 02, 2010

A PERDA

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.

A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.

Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.

Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.

Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.

Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".

Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.

E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:

Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.

E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.

Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.

Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:

Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.





D.A.

segunda-feira, novembro 01, 2010

QUERIA SE UM ANJO

“Queria realmente ser um anjo,
Ter a bondade nas faces,
A sabedoria no olhar,
Saber sorrir, saber confortar,
Saber entender os aflitos, saber ensinar.
Ir ao encontro de todos, e a todos amar...

Queria realmente ser um anjo
Sorrir ao ver a ventura do vencedor,
Se emocionar com o desespero do perdedor.
Beijar a face daquele que suplica
E aplacar a raiva do inimigo cruel.

Por fim, queria realmente ser um anjo
E poder quebrar todas as regras celestiais
Sentir o amor único, e exclusivo,
E chorar por todos os demais

Queria somente ser um anjo
Que ama você e nada mais.”



A.D.

domingo, outubro 31, 2010

AS FLORES...

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais.

Algumas, mesmo ainda sem botão. Há sementes que nunca brotaram e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas que foram plantadas ao nosso redor.

Por isso não devemos nos descuidar de nós e nem dos outros.

E o tempo passa...

Mas ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar a Deus e agradecer pela vida física, que embora passageira, se perpetua em nós espiritualmente.



A.D.
 
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